Filosofia de trabalho

Nossa proposta é fundamentada em diferentes linhas teóricas:

PEDAGOGIA SIMBÓLICA
A proposta da Pedagogia Simbólica Junguiana é resgatar a vivência emocional e prazerosa no ensino para aumentar a profundidade do aprendizado e dificultar o seu esquecimento. Para isso faz uso exuberante de técnicas expressivas participativas na sala de aula, visando liberar a espontaneidade do corpo, da emoção e da imaginação lúdica-criativa do professor e do aluno. O resultado é um ensino vivo e útil na formação da Consciência e no engajamento social. Sua adoção significa o fim de um longo processo de dissociação entre sujeito e objeto em nossa tradição cultural.(Carlos Byinton)

ECOPEDAGOGIA
O conceito de Ecopedagogia está relacionado com a sustentabilidade, para além da economia e da ecologia. A ecopedagogia inclui abordagens da planetaridade, educação para o futuro, cidadania planetária, virtualidade e a Pedagogia da Terra. A meta deste enfoque é discutir os paradigmas da Terra como uma comunidade global. Os princípios da Ecopedagogia são mais amplos do que a educação ambiental, desde que seu debate inclui processos de “co-educação”, no marco da cultura de sustentabilidade, dentro e fora das escolas. A sustentabilidade educativa está além das nossas relações com o ambiente – ela se insere desde o quotidiano da vida, o profundo valor da nossa existência e nossos projetos de vida no Planeta Terra. Neste sentido, a Ecopedagogia, ou Pedagogia da Terra, é algo mais apropriado para a construção coletiva da Carta da Terra (Moacir Gadotti).

ALFABETIZAÇÃO ECOLÓGICA
A alfabetização ecológica é o processo de aprendizagem dos princípios de organização dos ecossistemas que constituem a vida na terra. Ensinar e aprender os princípios básicos da ecologia para nos tornarmos “ecologicamente alfabetizados”, conhecendo as diversas redes de interações, que constituem a teia da vida, são objetivos da alfabetização ecológica. Através dela é possível entender as múltiplas relações que se estabelecem entre todos os seres e o ambiente onde vivem, e como tais relações se configuram na teia que sustenta a vida no planeta.

ARTE-EDUCAÇÃO
Assim como a ciência, a arte é uma linguagem de compreensão e tradução do mundo em que estamos inseridos. Cada linguagem expressiva, com suas peculiaridades, toca diferentes dimensões da natureza humana. Não existe desenvolvimento do potencial humano de que trata a Educação sem a contribuição da linguagem artística.

EDUCAÇÃO CIENTÍFICA

A CIÊNCIA, regida eminentemente pela razão, vem versar sobre um mundo que deve ser aferido, testado, medido , e  por isso reorganizado e transformado. Um mundo em que a verdade nasce daquilo que pode ser investigado sobre determinadas ferramentas convencionadas e produzir um conhecimento universal e dotado de garantias, de segurança. A ciência que assegura  a compreensão dos fenômenos e processos, do domínio da matéria, do espaço, dos mecanismos da vida e da morte, da supremacia da inteligência sobre as dificuldades, numa luta contra o erro, contra o engodo,  Uma espada afiada , uma enxada, uma arma, um binóculo, um microscópio, um gerador, uma bomba, enfim, ferramentas criativas  à  disposição da sobre -vivência  da humanidade (Pena que às vezes  revés da própria condição humana). O acesso ao conhecimento científico empodera o sujeito de uma linguagem, de uma capacidade de ler e traduzir o seu tempo, de se posicionar criticamente, de traduzir a sua realidade de forma mais autônoma e consciente, o que por si só define a cidadania.

PENSAMENTO COMPLEXO
A proposta da complexidade é a abordagem transdisciplinar dos fenômenos, e a mudança de paradigma, abandonando o reducionismo que tem pautado a investigação científica em todos os campos, e dando lugar à criatividade e ao caos. A transdisciplinaridade não significa apenas que as disciplinas colaboram entre si, mas significa também que existe um pensamento organizador que ultrapassa as próprias disciplinas. Para haver essa dita transdisciplinaridade, é preciso haver um pensamento organizador, chamado pensamento complexo (Edgar Morin em “Introdução ao Pensamento Complexo, 1991). O verdadeiro problema não é fazer uma adição de conhecimento: é organizar todo o conhecimento.